Direito das Famílias: reflexões necessárias!

Atuar com o direito das famílias nos exige doses altas de sensibilidade.

É necessário beber em outras fontes, buscar novas maneiras de entender as situações que se apresentam.

E o direito, por si só, não consegue nos dar o sustento emocional para lidar com a diversidade do ser humano. Sim, direito das famílias é muito mais do que a lei dispõe.

A Lei não consegue mensurar as nuances por trás de um divórcio. As mágoas do casal refletida nas disputas pela guarda dos filhos. Os sofrimentos de uma família em desajuste e as interferências que as heranças ancestrais causam naquele núcleo familiar. 

O direito é frio. Mas, o direito das famílias exige calor, humanidade, poesia e inquietação.  

Precisamos ir além do conhecimento jurídico e ter a consciência que a afetividade é parte desta jornada.

E é preciso deixar que a inquietação gere uma insatisfação pela mesmice, e nos faça querer saber mais, buscar mais, estudar mais para ir além do direito nos apresenta. Olhar para o novo entendendo que o velho também faz parte de nós.

Por tudo isso, não podemos entender só de leis. É preciso buscar compreender a diversidade das relações familiares em sua forma integral.

A realidade vai além da apresentada em um processo. Você já pensou que a outra “parte” também tem dores e mágoas? E que talvez ela só tenha feito o que fez, por ser incapaz de lidar com seus conflitos internos?

E isso o direito não nos ensina. Então precisamos buscar além. Na Filosofia, na Ciência, na Religião, nos livros, em músicas, em filmes. Essa interdisciplinaridade é necessária ao direito das famílias. Acredito que só assim temos chances de verdadeiramente ajudar nossos clientes a passarem, de uma forma digna, as tramas familiares que nos são apresentadas.

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